Começa elaboração da IX Semana de Luta Antimanicomial

Saude

08/02/2019 às 00h13

Começa elaboração da IX Semana de Luta Antimanicomial

ESTA MATÉRIA FOI VISTA 236 VEZES

JOÃO PESSOA - A secretaria de saúde da Paraíba, por meio da coordenação Estadual de saúde mental, promoveu, na manhã desta quinta-feira (7), a primeira reunião para elaboração da IX Semana de Luta Antimanicomial.

 

Além da equipe da secretaria de saúde, participaram gestores e profissionais que trabalham diretamente com a saúde mental no Estado.

 

A previsão é que as atividades comecem no dia 13 de maio, culminando na tradicional Marcha da Luta Antimanicomial, que deve acontecer no dia 17 de maio.

 

A orientação é que ações aconteçam simultaneamente em todos os municípios da Paraíba, especialmente nos grandes centros, para que as informações cheguem a todos os públicos e, sobretudo, a importância da quebra de preconceitos.

 

“A discussão sobre saúde mental precisa ser permanente em todos os lugares, com todas as parcelas da população. A Paraíba se orgulha por ser o Estado com a maior rede de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) do Brasil, são mais de 100. Mas queremos mais visibilidade, levar mais informação de qualidade e estimular o engajamento dos profissionais de saúde, movimentos sociais e da sociedade em geral”, disse o psicólogo e técnico em saúde mental da secretaria de sapude, Lucílvio Silva.

 

Durante a reunião, entrou em pauta a necessidade de lutar pelo óbvio, ou seja, pela promoção à saúde das pessoas que convivem com transtornos mentais, reforçando que o acolhimento humanizado é primordial.

 

“Os usuários e suas famílias são protagonistas no serviço. São eles que sabem a real necessidade e, por isso, devem ter voz ativa e liberdade para propor melhorias e possíveis mudanças. Alguns, inclusive, têm potencial para serem futuros militantes da causa, defendendo ideias e compartilhando vitórias”, pontua Lucílvio.

 

Ações

 

A proposta é que sejam feitos eventos e atividades de acordo com a realidade de cada município: encontros públicos; visitas a escolas; exposição de trabalhos; feiras; participação na mídia; conferências, seminários, palestras; além da Marcha da Luta Antimanicomial.

 

“Vale lembrar que a participação das famílias dos usuários é fundamental. A família só se envolve quando se sente útil e valorizada. É missão do profissional de saúde é se aproximar dessas pessoas, para que todos contribuam, somem ao serviço e sejam agentes diretos nesta movimentação”, reforça o técnico em saúde mental.

Comentários

Veja também

Facebook