CRM interdita UTI Neonatal e UCIN do Hospital e Maternidade Peregrino Filho em Patos

Saude

15/04/2019 às 11h16

CRM interdita UTI Neonatal e UCIN do Hospital e Maternidade Peregrino Filho em Patos

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PATOS - Na última sexta-feira (12), o Conselho Regional de Medicina (CRM-PB), interditou eticamente os médicos que atuam na UTI Neonatal e UCIN do Hospital e Maternidade Peregrino Filho, na capital do Sertão.

 

As unidades não contam com materiais básicos para o internamento de crianças, como sonda nasogástrica, álcool 70%, PVPI, tubo endotraqueal, anticonvulsivantes, fios e filtros para as incubadoras.

 

Com isso, não têm condições de prestar um atendimento adequado, colocando em risco a vida dos pacientes e o ato médico.

 

A interdição tem início a zero hora deste sábado (13) e os médicos estão impedidos de prestar os seus serviços nessas unidades.

 

Além desses problemas, a equipe de fiscalização do CRM-PB encontrou outros problemas já verificados na inspeção realizada no dia 21 de março, como a falta de medicamentos.

 

“Mas desta vez, observamos que houve uma melhora no estoque de medicamentos, apesar de ainda haver algumas faltas”, disse o diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.

 

No final de março, o CRM-PB encontrou o hospital com medicamentos suficientes para dois dias.

 

O conselho cobrou providências do Governo do Estado e denunciou a situação ao Ministério Público Estadual e Federal.

 

Nesta sexta-feira, o CRM-PB fiscalizou também em Patos, o Hospital Regional Deputado Janduhy Carneiro.

 

O representante da entidade, disse que o hospital apresenta problemas gravíssimos em sua estrutura física, além da falta de medicamentos e laboratório precário.

 

“O hospital apresenta um clima de guerra em vários setores. No Centro Cirúrgico há péssimas condições, como um esgoto que se abre a cada sete dias para limpeza, infiltrações nas paredes, ar condicionado com vazamento e baldes para conter a água, piso de concreto”, destaca.

 

A UTI também não presta um atendimento adequado, com a falta de equipamentos, como monitores, além de superlotação.

 

“O hospital presta um serviço precário. Mas não temos como interditá-lo por completo, pois atende uma grande parte da população do Sertão. Daremos um prazo de 20 dias (a contar a partir da entrega do relatório de vistoria) para serem sanados, pelo menos, os problemas físicos", explica.

 

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