Moradores do Recifinho, na zona norte de Juazeirinho, procuraram o helenolima.com, para cobrar diretamente da prefeita Anna Virgínia Matias (Republicanos), o cumprimento de uma promessa feita às famílias da comunidade.
Segundo os relatos encaminhados ao portal, diversas casas foram demolidas e as famílias que não tinham para onde ir teriam recebido da prefeita a promessa de pagamento de aluguel social enquanto novas moradias seriam construídas.
O problema, de acordo com os moradores, é que o tempo passou, os aluguéis estariam acumulando atrasos e, até agora, as famílias dizem não ter visto sequer o início da construção das casas que teriam sido prometidas.
“Estamos passando sufoco com os aluguéis em atraso, que a prefeita prometeu, mas ainda não cumpriu”, afirma uma moradora ao portal.
De R$ 200 para R$ 150
Uma das moradoras também afirma que o valor inicialmente prometido teria sido reduzido.
Segundo ela, o auxílio, que seria de R$ 200, teria passado para R$ 150.
“Estamos sem respostas. Ela fez as demolições das casas aqui e não falou mais nada se iria resolver. Estamos preocupadas se isso irá se resolver ou não. A prefeita não nos dá uma resposta concreta”, relata outra moradora.
Para as famílias, a situação é ainda mais delicada porque muitas delas, segundo os relatos, dependem do auxílio para conseguir manter o pagamento dos imóveis alugados depois que perderam suas antigas residências.
“Cada abraço representa o compromisso de cuidar das pessoas”
O caso chama atenção também pelo contraste apontado pelos próprios moradores entre o discurso público da prefeita e a situação relatada pelas famílias do Recifinho.
Em uma de suas mensagens nas redes sociais, Anna Virgínia escreveu:
“Cada abraço representa o compromisso de cuidar das pessoas e construir um futuro com mais dignidade”.
A frase, agora, ganha outro significado diante da cobrança feita pelas famílias que dizem estar aguardando justamente uma ação concreta do poder público para conseguir pagar seus aluguéis e saber quando terão novamente uma moradia.
Na prática, segundo os moradores, o que existe neste momento é uma comunidade que teve casas demolidas, famílias que precisaram procurar outros imóveis e pessoas que afirmam estar enfrentando dificuldades com os pagamentos prometidos.
Sem respostas sobre as novas casas
As moradoras também afirmam que, depois das demolições, não receberam informações concretas sobre o cronograma para construção das novas residências.
EEla fez as demolições das casas aqui. E não falou mais nada se iria resolver. Estamos preocupadas se isso irá se resolver ou não”, disse uma das mulheres.
Outro ponto levantado pelas famílias é a assistência social.
Segundo os relatos, a Prefeitura não estaria ajudando como esperado as pessoas que necessitam dos benefícios e serviços do CRAS.
Famílias querem apenas uma resposta
As famílias do Recifinho dizem não estar pedindo apenas promessas.
Querem saber, segundo os relatos, quando os valores atrasados serão pagos, qual será o valor definitivo do aluguel social e quando as casas começarão efetivamente a ser construídas.
A cobrança, portanto, é dirigida à prefeita que, segundo os moradores, teria assumido pessoalmente o compromisso de garantir assistência às famílias atingidas pelas demolições.
Enquanto isso, os moradores afirmam continuar enfrentando dificuldades para pagar os aluguéis.
A gestão Municipal precisa esclarecer os relatos apresentados pelas famílias e informar se existem pagamentos em atraso, assim como eventual alteração no valor do benefício.
A prefeita terá espaço no portal, querendo, para apresentar sua versão e esclarecer os fatos.