Uma obra que deveria representar trabalho, renda e dignidade para famílias de catadores de materiais recicláveis continua inacabada em Juazeirinho.
A estrutura do galpão de triagem começou a ser montada em 2024 e, segundo denúncia encaminhada ao helenolima.com, permanece sem conclusão.
As fotografias enviadas à redação mostram fileiras de pilares de concreto erguidos em meio a uma área tomada pelo mato, sem cobertura e sem estrutura capaz de colocar o galpão em funcionamento.
Segundo um integrante da Associação de Materiais Recicláveis, que pediu anonimato, cerca de 12 famílias dependem da atividade para garantir o sustento.

O trabalhador afirma que, durante 2024, foram realizadas reuniões com os catadores e que teria sido apresentada a promessa de que o galpão começaria a funcionar em janeiro de 2025.
O prazo passou. E a obra continua esperando.
CATADORES DIZEM ESTAR CANSADOS DE PROMESSAS
De acordo com o relato, os trabalhadores estão cansados de esperar por uma solução.
O denunciante afirma ainda que a prefeita Anna Virgínia Matias (Republicanos) não teria participado diretamente das reuniões com os catadores, ficando a interlocução sob responsabilidade de integrantes da administração Municipal.
Para quem vive exclusivamente da reciclagem, a demora não é apenas uma questão de obra pública. É uma questão de sobrevivência.
São famílias que precisam trabalhar diariamente para obter renda e que, segundo o relato, aguardam há anos por uma estrutura que deveria oferecer melhores condições para o desenvolvimento da atividade.

UMA COBRANÇA DIRETA À PREFEITURA
Diante das imagens e do relato recebido, fica uma cobrança simples para a gestão Municipal:
Quando o galpão será concluído e entregue aos catadores de Juazeirinho?
A Prefeitura precisa explicar por que uma obra iniciada em 2024 continua sem funcionamento, quais são os motivos da demora e qual é o prazo real para sua conclusão.
Os catadores não estão pedindo favor. Estão pedindo a oportunidade de trabalhar em uma estrutura destinada justamente à atividade que garante o sustento de suas famílias.
Enquanto isso, permanecem no local os pilares de concreto, o mato e uma pergunta que já não deveria existir depois de tanto tempo: quando essa obra finalmente vai sair do papel e começar a servir a quem precisa dela?
