Um advogado foi preso em flagrante neste domingo (11), no município de Soledade, durante a Operação Oplotheke, que investiga a destinação de armas pertencentes a um atirador desportivo, caçador e colecionador que morreu recentemente.
A ação foi realizada pela Polícia Civil (PC), que cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do investigado, filho do proprietário do armamento. Segundo as investigações, o advogado mantinha armas e munições sob sua guarda sem comunicar o falecimento aos órgãos competentes nem adotar os procedimentos legais para a destinação do material.
Durante as buscas, os policiais apreenderam duas espingardas.
Uma delas, de calibre 12, estava registrada em nome do falecido.
A outra apresentava a numeração suprimida.
Também foram encontradas munições de uso restrito dos calibres 7,62, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e materiais utilizados para recarga.
Um dos pontos que chamam a atenção na investigação é que, dos cerca de dez armamentos cadastrados em nome do atirador falecido junto à Polícia Federal (PF) apenas uma arma foi localizada durante a operação.
A polícia trabalha para esclarecer o paradeiro das demais e a origem das munições apreendidas.
O advogado foi preso em flagrante por suspeita de posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento e assegurar as prerrogativas legais da advocacia.
Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.
O caso segue sob investigação.
O nome da operação
O termo Oplotheke tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas.
A denominação faz referência ao conjunto de armamentos e munições que motivou a ação policial em Soledade.