A empresa paraibana Bodegas de Sabores, comandada pela microempreendedora Ulenice Casado, participou da ExpoCruz 2026, realizada entre os dias 18 e 27 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
A participação marca uma nova etapa na tentativa de ampliar a presença dos produtos regionais no mercado internacional.
A ida à feira ocorreu após a empresa concluir, em março deste ano, o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), desenvolvido na Paraíba por meio de convênio com o Sebrae/PB.
Depois da conclusão do programa, a Bodegas de Sabores participou do processo seletivo da ApexBrasil e foi escolhida para integrar a delegação brasileira na ExpoCruz.

S feira boliviana reúne empresas de diferentes setores e funciona como espaço para exposição de produtos, contatos comerciais e prospecção de negócios internacionais.
Criada por Ulenice Casado, a Bodegas de Sabores trabalha com alimentos artesanais e agroecológicos produzidos por associações de mulheres agricultoras e famílias do Seridó potiguar e paraibano.
Entre os produtos comercializados estão doces, geleias, pimentas, queijos e molhos.
A participação internacional também está relacionada à preparação da empresa para o comércio exterior.
O PEIEX oferece qualificação gratuita a empresas interessadas em exportar e, conforme o perfil de cada negócio, auxilia na elaboração de um Plano de Exportação ou Mapa de Valor.
No caso da Bodegas de Sabores, o programa serviu para organizar etapas necessárias à internacionalização e preparar a empresa para oportunidades de promoção comercial.
Na ExpoCruz, a empresa contou com estrutura de apoio oferecida pela ApexBrasil, incluindo espaço no Pavilhão Brasileiro, montagem de estande, mobiliário, áreas de networking, orientação antes e depois da feira, credenciais, recepcionista e inclusão nos catálogos digitais da delegação brasileira e do evento.
A participação coloca os produtos produzidos por agricultores do Nordeste diante de compradores e potenciais parceiros de outros mercados.
Para a empresa paraibana, o desafio agora é transformar a exposição obtida na feira em contatos comerciais e, posteriormente, em negócios efetivos no exterior.