Tem candidato que começa a campanha cercado de dúvidas e termina a corrida eleitoral obrigando todo mundo a refazer as contas. Lafa Gadelha é um desses casos.
No início da disputa, havia quem não enxergasse no candidato do PV força suficiente para entrar na briga pelas vagas da Assembleia Legislativa.
Só que a campanha avançou, os apoios foram chegando e Lafa foi ganhando musculatura política e eleitoral.
Agora, seu nome já aparece com muito mais frequência nas conversas de quem acompanha a disputa proporcional e nas projeções sobre a composição da bancada da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB.
E há razões para isso.Lafa tem um reduto político importante em Sousa, mas não ficou restrito à sua principal base.
Ao longo da campanha, tem ampliado sua rede de apoios e passado a circular com mais força por outras regiões da Paraíba.
Na região de Campina Grande, também conseguiu agregar apoios importantes e, mais recentemente, recebeu o apoio do ex-deputado estadual Dr. Érico, em Patos.
É justamente essa capacidade de ampliar o território eleitoral que chama atenção.Advogado e professor universitário, José Lafayette Pires Benevides Gadelha não é mais apenas aquele candidato que precisava ser observado para saber até onde poderia chegar.
Ele ganhou espaço, consolidou apoios e passou a ser colocado nas contas de quem acompanha a disputa pelas vagas da Federação.
E aqui vai o alerta para quem está fazendo as contas da eleição: não subestimem Lafa Gadelha.
A disputa proporcional ainda está aberta e ninguém pode cravar resultado antes da abertura das urnas.
Mas, dentro das especulações sobre as cinco vagas que a Federação pode abocanhar o nome de Lafa já aparece no radar.
Ele está literalmente no jogo.
E talvez essa seja uma das surpresas que a reta final da eleição ainda esteja preparando.Se antes perguntavam onde estava Lafa, agora a pergunta é outra: até onde ele pode chegar?
O nome já ganhou as ruas, ganhou musculatura e chega à reta final para ser conferido, de fato, nas urnas.