O prefeito de Serra Branca, Alexandre Pixbet (União), vive uma fase politicamente incômoda.
E o problema desta vez não está apenas nos palanques que mudam de lado.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra o prefeito, acusando sua gestão de utilizar bens e canais oficiais do município com cores que, segundo o órgão, reproduzem a identidade visual do União Brasil e da campanha eleitoral do próprio gestor.
A lista impressiona: Prefeitura, Hospital Geral, Secretarias de Saúde e Educação, postes da Avenida Deputado Álvaro Gaudêncio, letreiro de “Serra Branca” e até o site oficial do município aparecem na ação.
Para o MPPB, não se trata simplesmente de escolher uma cor para pintar prédios públicos, mas de uma possível utilização da estrutura administrativa para promoção pessoal e partidária.
O MPPB afirma que recomendou a retirada das cores e a adoção de uma identidade visual neutra.
Segundo a ação, Alexandre não teria acatado a recomendação, levando o caso para a Justiça.
O pedido inclui que a eventual repintura seja bancada pelo próprio prefeito, sem transferência da despesa para os cofres públicos.
A ação ainda não é uma condenação.
Porém é, sem dúvida, mais um episódio que coloca a administração de Serra Branca, sob forte pressão e transforma uma simples pintura em uma discussão sobre impessoalidade, dinheiro público e limites entre governo e partido.
E, se na gestão a cor virou problema, na política o prefeito também não parece encontrar uma tonalidade definitiva.
Alexandre já mudou três vezes de candidato a governador nesta eleição.
Começou com Efraim Filho (PL), depois, no dia seguinte, abraçou Cícero Lucena (MDB), e agora está com Lucas Ribeiro (Progressistas).
Três candidatos, três mudanças e uma eleição que ainda nem terminou.
Em Serra Branca, pelo menos no campo político, Alexandre parece estar procurando uma cor que finalmente combine com o seu palanque.