Mulher denuncia companheiro após ser agredida com empurrões e tapas na zona rural de Queimadas

Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou policiais militares do 18º Batalhão da Polícia Militar (18º BPM), no início da noite desta terça-feira (18), no sítio Caixa D’Água, em Queimadas, no Agreste da Paraíba.

Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, a guarnição foi acionada por volta das 18h, através do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), após uma denúncia de violência no âmbito familiar.

No local, a mulher relatou aos policiais que havia sido agredida pelo companheiro com empurrões e um tapa. Ela também informou que teria sofrido outras agressões ao longo do relacionamento.

O suspeito foi localizado na residência e abordado pelos policiais.

Diante do relato apresentado e da situação encontrada pela guarnição, as partes foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil (DPC) de Queimadas, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.

Lei Maria da Penha completa 20 anos

O caso ocorre justamente em agosto, mês marcado pelo Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.

Em 7 de agosto deste ano, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) completou 20 anos de vigência.

A legislação é considerada o principal marco brasileiro de prevenção e combate à violência doméstica e familiar contra as mulheres.

A Lei estabelece mecanismos para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar e prevê medidas de assistência e proteção às mulheres vítimas de violência.

O texto legal também reconhece diferentes formas de violência, incluindo as agressões físicas, psicológicas, sexuais, patrimoniais e morais.

Ao longo das duas décadas, a legislação passou por diversas mudanças para ampliar a proteção às vítimas e tornar mais efetiva a atuação do Estado.

Somente em 2026, novas alterações fortaleceram mecanismos como medidas protetivas de urgência, monitoração eletrônica de agressores e proteção contra diferentes formas de violência.

O episódio registrado em Queimadas reforça, portanto, que a violência doméstica continua sendo uma realidade que exige atenção permanente.

A orientação das autoridades é que situações de violência sejam denunciadas e que a vítima procure a rede de proteção.

Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

O Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, também funciona 24 horas por dia para prestar orientação e receber denúncias de violência contra mulheres.
Da Redação

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