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Aprenda como se proteger de golpes financeiros durante o carnaval

É preciso manter a cautela para que esse momento não se torne uma dor de cabeça

01/02/2024 às 14h26 Atualizada em 02/02/2024 às 21h46
Por: Heleno Lima
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Aprenda como se proteger de golpes financeiros durante o carnaval

Milhões de brasileiros esperam ansiosamente pela folia do carnaval. Na próxima semana, muitos se preparam para viajar, curtir rodas de samba, festas na rua e trios elétricos pelo país.

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Mas segundo o especialista Dárcio Dias, gerente de Prevenção a Fraudes do Sicoob, é necessário equilibrar a diversão com a atenção.

Ele alerta que é preciso manter a cautela para que esse momento não se torne uma dor de cabeça, afinal, furtos, golpes e fraudes acabam aumentando nesse período.

A aglomeração de pessoas nas comemorações de Carnaval, aliada à distração dos foliões, é o contexto ideal para que os criminosos se aproveitem e apliquem golpes.

“Além dos furtos e roubos de celulares, os criminosos enganam suas vítimas para conseguirem vantagens financeiras a partir de fraudes que, muitas vezes, são simples de serem combatidas”, explica.  

Para Dárcio, seja aproveitando o feriado nos bloquinhos de rua ou até longe do agito, viajando com a família, é preciso estar atento. Por isso, o especialista separou algumas orientações sobre procedimentos e ações que podem ser tomados para evitar aborrecimentos.  

1 – Troca de cartões de crédito/débito 

Um dos golpes mais praticados no Carnaval é a troca de cartão. O criminoso se passa por um vendedor comum e entrega a maquininha para o cliente digitar a senha do cartão. Aproveitando-se de um momento de distração do comprador, presta atenção na senha que está sendo digitada. Ao finalizar a compra o cartão é trocado pelo vendedor por um cartão similar, e a troca só é percebida posteriormente.

“É preciso prestar muita atenção ao realizar os pagamentos, principalmente na rua. Essa é a principal forma de evitar ser vítima desse golpe. Além de ficar atento na devolução, confira se houve alguma cobrança extra pelo aplicativo da sua instituição financeira”, comenta.

2 – Atenção na maquininha

É necessário estar atento, também, à maquininha. Se ela apresentar o visor danificado ou se o vendedor não lhe mostrar o valor na tela, desconfie. “Nunca realize pagamentos sem ver o valor na tela, ainda mais se o seu cartão for contactless. Não o aproxime da maquininha se não tiver certeza”, informa. No caso de cartões que pagam por aproximação, outra orientação é protegê-los deixando o limite baixo – isso pode ser feito diretamente no Super App Sicoob. 

Lojista: Cuidado com sua maquininha: Mantenha o terminal perto do local do pagamento. Isso evita furtos ou trocas indevidas por terceiros. Se o comércio possuir diversas maquininhas de cartão, procure utilizar formas de identificá-las, evitando a perda dos equipamentos.

Comerciante: Vai vender por Link de Pagamento Sipag? Compras com ticket médio elevado apresentam maior risco de fraude, obtenha o máximo de dados de seu cliente e, em caso de qualquer suspeita, não libere a mercadoria/produto ou serviço. Entre em contato com a Central de Atendimento para apurar os riscos e realizar suas vendas de maneira segura.

3 – Furto/Roubo de celulares

Também é essencial ressaltar a importância do cuidado com furtos em meio a multidões. “Existem ferramentas que impossibilitam ou atrasam o acesso à sua conta. Você pode se proteger ativando configurações de segurança, como o duplo fator de autenticação, bloqueio de aplicativos por biometria e senhas”.

O especialista recomenda que o smartphone tenha o bloqueio de tela inicial com biometria facial/digital e o bloqueio automático de tela. Em caso de furto/roubo, avise o Sicoob imediatamente ou ligue 0800 724 4420 e peça para desabilitar o acesso à sua conta. Ou também pode utilizar a facilidade da solução oferecida pelo governo por meio do aplicativo Celular Seguro, neste caso o aparelho será bloqueado nas instituições conveniadas.

4 - Atenção com SMS, e-mail ou ligações 

Não clique em links enviados por SMS ou e-mail, por mais que a mensagem seja alarmista. Desconfie de ligações vindas de “centrais de atendimento”.

Os golpistas têm técnicas para se passarem por funcionários de instituições financeiras e querem coletar informações pessoais, como senhas, pelo telefone. Nunca forneça dados sensíveis em ligações. Em caso de dúvidas, entre em contato com sua instituição financeira.

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