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Governador da Paraíba reforça apoio ao setor de álcool durante reunião com sindicato

No entanto, João Azevêdo demonstra preocupação do Estado e do setor sucroenergético com o PL 18/2022, que fixa o teto de 17% do ICMS sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo

16/06/2022 09h27 Atualizada há 1 semana
Por: Heleno Lima Fonte: Fotos de André Lúcio
Governador da Paraíba reforça apoio ao setor de álcool durante reunião com sindicato

O governador João Azevêdo (PSB) recebeu, nesta quarta-feira (15), no Palácio da Redenção, em João Pessoa, integrantes do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool no Estado da Paraíba (Sindalcool).

O objetivo do encontro foi discutir as demandas do setor e reforçar o apoio do Governo para sanar as suas necessidades.

O chefe do executivo Estadual avalia positivamente o encontro, mas enfatiza a preocupação do Estado e do setor sucroenergético com o Projeto de Lei (PL) 18/2022, que fixa o teto de 17% do ICMS sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

“Temos que entender que o plantio da cana de açúcar gera muito emprego. Esse é um segmento que temos que ter um olhar diferenciado, para que a gente possa manter um nível de emprego. Ao mesmo tempo, com as mudanças que estão sendo propostas hoje com a PL 18/2022 no congresso vai impactar até no consumo do álcool e isso pode alterar o ganho que efetivamente acontece pela diferença do ICMS que existe hoje da gasolina para o álcool. Se houver um nivelamento essa competitividade pode ser perdida e isso preocupa muito, porque terá uma redução no consumo e, consequentemente, haverá uma redução da receita provocada pelo imposto no álcool”, comenta o governador.

Já o secretário de Estado da Fazenda, Marialvo Laureano, reforça o apoio do Governo em manter o incentivo fiscal concedido para a categoria.

“Existe uma legislação vigente, o governo é parceiro do setor e hoje reafirmamos que o estado não tem nenhuma intenção de revogar esse benefício fiscal, até porque é um setor que gera muito emprego e todo nosso trabalho é exatamente para melhorar a qualidade de vida das pessoas”.

O presidente do Sindalcool, Edmundo Coelho, ressalta que o setor tem possibilidade de ampliar as suas atividades, desta vez no segmento de biometano.

“É uma perspectiva interessante porque o volume de biometano que pode ser produzido a partir do aproveitamento de resíduos das indústrias é uma coisa como 81 milhões de m³/ano e isso ajudaria a reduzir a demanda pelo diesel. Acreditamos que o governador irá abraçar cada vez mais essa causa dos biocombustíveis e pra nós isso é importante que aconteça, para que a sociedade também valorize”. 

Participaram também da reunião o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico e diretor presidente da Cinep, Rômulo Polari; o secretário de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Rafael Lopes; o secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, Gilmar Martins; o secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, Deusdete Queiroga, além de empresários e membros do sindicato.

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