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Câmara de Campina aprova projeto que obriga Prefeitura a realizar Teste do Quadril em recém-nascidos

Com atuação na saúde, Dona Fátima classificou como fundamental a realização desse exame a ser ofertado pela rede de saúde do município

03/07/2024 às 19h27 Atualizada em 05/07/2024 às 08h41
Por: Heleno Lima
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Dona Fátima, vereadora de Campina Grande PB
Dona Fátima, vereadora de Campina Grande PB
A Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG), aprovou um Projeto de Lei (PL) de autoria da vereadora Dona Fátima (PSB), que obriga a realização, antes da alta hospitalar de recém-nascidos, do Teste do Quadril, exame clínico para o diagnóstico precoce da displasia do desenvolvimento do quadril.

Com atuação na saúde, Dona Fátima classificou como fundamental a realização desse exame a ser ofertado pela rede de saúde do município para detectar a doença conhecida popularmente como  "Teste do Quadril".
 
Esse exame, conforme explicou a parlamentar, evita sequelas permanentes no desenvolvimento dos recém-nascidos.

 
O diagnóstico de displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) costuma ser feito nas maternidades, mas não era obrigatório, o que pode mudar agora com a vigência da Lei 279  de 2024.
 
O teste será feito no estabelecimento onde for realizado o parto por um profissional médico, juntamente com os demais exames de rotina, e antes de concedida alta médica para liberação do recém-nascido.
 
A Displasia do Desenvolvimento dos Quadris abrange diversas alterações que atingem o quadril em crescimento.
 
Trata-se de termo genérico utilizado para referir-se a uma ampla faixa de anormalidades anatômicas, podendo ser de natureza congênita, ou desenvolvida nos primeiros meses de vida da criança.
 
Essa anormalidade afeta o fêmur, osso longo da coxa, e o acetábulo, superfície articular da bacia que forma a articulação do quadril.
 
Nos pacientes com esse tipo de alteração, a cabeça do fêmur possui uma relação anatômica anormal com o acetábulo, provocando desenvolvimento ósseo atípico que pode resultar, entre outros problemas, artrite prematura e limitação física significativa.
 
No adulto, a displasia do quadril está associada a um maior índice de osteoartrose.
 
A grande maioria das crianças só tem o problema descoberto quando começam a andar e quando esta doença não é detectada na faixa etária correta (recém-nascido), leva à graves repercussões clínicas no adulto, como a dor do encurtamento de um dos membros, além dos problemas psicológicos que podem vir a ser desenvolvidos na criança taxada como “manca” na escola.
 
"Agradeço aos vereadores por votarem favoráveis ao nosso projeto e espero que de fato, essa Lei seja cumprida em nosso município para garantir saúde aos recém-nascidos e evitar sequelas futuras a quem é acometido desse problema” argumenta a autora da proposta.
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