O candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) afirmou na noite deste domingo (25) que não reconhece o resultado da eleição e criticou o pedido de prorrogação do horário de votação, classificando o episódio como uma “sacanagem muito grande”.
Em sua declaração, Flávio alega que o pedido teria sido feito por um amigo do presidente Lula a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e que não tem nada a ver com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, segundo ele, seria ligado ao grupo político petista.
A contestação, porém, esbarra em uma contradição: o próprio Flávio também solicitou a prorrogação do horário de votação em estados atingidos por chuvas intensas, sob a justificativa de que as condições climáticas poderiam dificultar o acesso dos eleitores às urnas.
O episódio levanta questionamentos sobre a coerência do discurso do candidato.
Se a extensão do horário pode ser defendida para garantir o direito ao voto em regiões afetadas pela chuva, também é necessário avaliar os critérios adotados pela Justiça Eleitoral, sem transformar uma medida administrativa, por si só, em prova de irregularidade.
O senador disse que vai pedir a anulação da eleição que terminou com a vítima de Lula (25).
Até o momento, qualquer alegação de fraude ou de comprometimento do resultado precisa ser acompanhada de provas concretas e analisada pelas instâncias competentes.
O ministro do TSE, Kácio Nunes, disse que não houve nenhuma mácula no processo eleitoral, e que telefonou para Lula e Flávio, reafirmando o resultado da eleição e parabenizando ambos pela participação no pleito.


