O cerco judicial em torno de Ernildo Júnior de Farias Santos (E), dono da Pixbet, apertou de vez.
O empresário paraibano está terminantemente proibido de deixar o Brasil e terá que entregar à fiscalização o passaporte brasileiro e eventual passaporte estrangeiro que possua.
A mesma determinação alcança Enzo Stephani Ribeiro, presidente do Serra Branca EC SAF, além de outros investigados ligados ao núcleo apurado pelas autoridades.
A informação foi confirmada ao helenolima.com por uma fonte muito próxima dos investigados, ouvida sob a condição de anonimato.
A ordem é da lavra do juiz Vinícius Costa Vidor, titular da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária da Paraíba, em Campina Grande.
Além de impedir a saída do Território Nacional, a Justiça determinou que os investigados entreguem seus passaportes às autoridades responsáveis pela fiscalização aduaneira, especialmente à Polícia Federal (PF).
E não para por aí.
Segundo as informações obtidas pelo portal, a decisão também autorizou quebra de sigilo telemático a partir de janeiro de 2025, sequestro de bens e imposição de medidas cautelares diversas da prisão.
Um dos pontos que chama a atenção na fundamentação, é justamente o risco de evasão.
A preocupação externada na decisão é de que os investigados, com elevado poder aquisitivo e capacidade financeira para se estabelecer fora do Brasil, possam deixar o Território Nacional e simplesmente não retornarem, dificultando a aplicação da Lei Penal.
É aí que a porteira foi fechada antes que alguém resolvesse pegar o caminho do aeroporto.
Os investigados são alvo de apuração envolvendo suspeitas de crimes financeiros, ocultação de patrimônio e evasão de divisas.
O caso ganha dimensão ainda maior porque Ernildo Júnior não é um personagem qualquer no milionário mercado brasileiro das apostas.
Ele é proprietário da Pixbet e mantém forte ligação com o futebol paraibano e com o projeto do Serra Branca EC SAF.
Ernildo Junior também tenta formar um feudo na política a partir do Cariri paraibano, onde já controla a Prefeitura de Serra Branca, através do seu afilhado político, o prefeito, Michel Alexandre (União), considerado seu office-boy, e tenta formar grupos em cidades da região.