Uma comunidade terapêutica localizada no bairro Jardim Tavares, na zona norte de Campina Grande, foi interditada nesta terça-feira (27) pela Vigilância Sanitária do município, após fiscalização do Ministério Público da Paraíba (MPPB) identificar indícios de maus-tratos contra internos.
Segundo o MPPB, alguns dos 47 pacientes relataram agressões físicas e psicológicas, acolhimento involuntário e administração de medicamentos psicotrópicos fora dos critérios recomendados.
Cada interno pagava R$ 1.800 mensais pelo tratamento.
Durante a inspeção, familiares foram chamados para buscar os pacientes e levá-los para casa.
De acordo com a promotora de Justiça Adriana Amorim de Lacerda, responsável pela fiscalização, as famílias acreditavam que seus parentes recebiam atendimento adequado.
O MPPB informa que o estabelecimento poderá responder administrativamente, com possibilidade de responsabilização criminal.
A fiscalização integra uma série de inspeções iniciadas há duas semanas em comunidades terapêuticas de Campina Grande, com a participação de órgãos de saúde, conselhos profissionais e forças policiais.



