O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil acompanhado da esposa e das duas filhas e estaria, neste momento, a caminho de Miami, nos Estados Unidos, após passar por Guayaquil, no Equador.
Informações publicadas nesta quarta-feira (28) apontam que a aeronave fez uma parada na cidade equatoriana e voltou a decolar com destino aos Estados Unidos.
Segundo o Governo argentino, Flávio e seus familiares entraram naquele País na noite da terça-feira (27), pela fronteira de Puerto Iguazú, e embarcaram pouco depois em um avião particular da empresa Baires Fly, com destino declarado a Guayaquil.
O destino final da aeronave foi posteriormente atualizado para Miami, conforme informações do rastreamento de voos divulgadas pela imprensa.
A viagem ocorre após a derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (25) e em meio à repercussão de uma ordem judicial que determinou a entrega dos passaportes do senador.
A diferença entre estar preso e fugir da responsabilidade
Há uma diferença entre enfrentar uma batalha política em seu próprio País e abandonar o campo quando o resultado não sai como esperado.
Lula passou 580 dias preso, entre abril de 2018 e novembro de 2019, mas não arredou o pé do Brasil.
Enfrentou a prisão, contestou sua condenação na Justiça e permaneceu no País.
Flávio, por sua vez, agora protagoniza uma saída que levanta questionamentos sobre sua disposição de exercer o papel de liderança que reivindica.
Porque fugir diante da adversidade pode até ser uma escolha pessoal, mas não é atitude de quem pretende liderar uma nação.
É coisa de medíocre, não de um líder.



