O prefeito de Olivedos, no Curimataú paraibano, Gerson Veríssimo (Republicanos), entrou em contato com o helenolima.com na tarde desta terça-feira (27(, para contestar a reportagem que apontou sua derrota política nas urnas no último domingo (25), após o presidente reeleito Lula (PT) superar Flávio Bolsonaro (PL) no município.
Gerson afirma ter conversado com o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), aliado declarado de Lula, para informar que permaneceria neutro no segundo turno da disputa presidencial.
O prefeito foi além e lançou um desafio: disse que renunciaria ao mandato ainda nesta terça-feira caso alguém provasse que ele pediu votos para Lula ou Flávio Bolsonaro.
“Pode procurar saber se eu pedi voto pra nenhum dos dois. Eu renuncio meu mandato hoje ainda”, declara.
A fala, porém, abre espaço para uma pergunta incômoda: se Flávio tivesse vencido a eleição, o prefeito estaria fazendo questão de se declarar neutro ou reivindicaria alguma participação no resultado?
Em política, a neutralidade pode ser uma posição legítima.
Mas, quando o resultado das urnas é desfavorável, negar qualquer vínculo com a disputa também pode parecer uma tentativa de escapar do desgaste político.
No fim das contas, os números da votação, por si sós, não provam que o prefeito tenha apoiado formalmente qualquer candidato.
A declaração de Gerson acrescenta sua versão aos fatos, mas não encerra o debate sobre seu posicionamento político em Olivedos.



